Hoje o Brasil já conta com um em cada três de seus habitantes usuários de internet e média mensal de 23 horas e 12 minutos conectados à rede, enquanto japoneses destinam 3 horas e 30 minutos da vida todo mês para essa função.
Esses dados dão uma diretriz do potencial da internet na difusão de conhecimento e cultura também pelo uso de ferramentas diferenciadas como as mídias sociais. Pesquisa revela que 79% de todos os brasileiros conectados fazem parte de redes sociais.
Assista ao vídeo com mais dados produzido pela AgênciaClick.
Brasil lidera ranking dos países que descartam mais resíduos eletrônicos
Hoje o Brasil joga fora 98 mil toneladas de computadores anualmente e já está em primeiro lugar no ranking entre os países que produzem mais lixo eletrônico no mundo. Essa vergonhosa colocação supera o descarte per capita da China e Índia, por exemplo. Esse problema se deve pela falta de estratégias consistentes para lidar com a questão.
Em países como o Brasil, o mercado de aparelhos eletrônicos vem se expandindo cada vez mais. Paralelamente, cresce também a quantidade de resíduos descartados de maneira inadequada. Segundo relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) divulgado no dia 22, o volume do chamado lixo eletrônico tomará proporções alarmantes.
O estudo, que incluiu dados de 11 países, divulga que o crescimento na geração do lixo eletrônico está em torno de 40 milhões de toneladas a cada ano e prevê problemas ainda maiores para os próximos 10 anos.
A Índia, que está entre os países em desenvolvimento, tem a pior perspectiva com um índice de aumento em 500% até 2020, em comparação com a produção de 2007. China e África do Sul não estão tão longe, nestes países a quantidade de resíduos deve crescer até 400% no mesmo período comparativo.
O lixo proveniente do descarte de aparelhos eletrônicos é conhecido também como e-waste e incluem, além de desktops, notebooks e celulares, brinquedos, televisores e até refrigeradores. A incineração ou abandoNO com o lixo doméstico, por exemplo, pode gerar elementos tóxicos e perigosos ao meio ambiente.
Segundo o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), responsável pela pesquisa, uma das medidas necessárias para reverter esses dados seria criar “centros de gestão de lixo eletrônico” nos países em desenvolvimento, além da aplicação de novas tecnologias na produção de equipamentos eletrônicos.
Mas e o que podemos fazer?
O Conexão Cultura conversou com professora Tereza Cristina Melo de Brito Carvalho, diretora do Centro de Computação Eletrônica (CCE) da Universidade de São Paulo (USP) sobre algumas dicas de como se desfazer de computadores e impressoras que não são mais usados em casa ou mesmo em centros de acesso.
Inaugurado em dezembro de 2009, o Centro de Descarte e Reuso de Resíduos de Informática (Cedir) é mais uma das ações do programa de sustentabilidade do CCE e reaproveita materiais de informática – computadores, teclados, monitores, cabo, celulares, entre outros – recebidos de laboratórios da própria universidade e de professores.
A partir de abril, o centro também estará aberto para o recebimento de lixos eletrônicos de qualquer pessoa, porém não suporta o abastecimento de empresas e tEm apenas um unidade na cidade de São Paulo. Uma equipe foi montada para tirar dúvidas pelo e-mail cedir.cce@usp.br.
Para a lan house que queira se desfazer de equipamentos antigos ou mesmo pessoas de outros estados, Tereza Cristina indicou que os Centros de Recondicionamento de Computadores (CRC), do Ministério do Planejamento. A lista completa pode ser acessada aqui.
Conscientização
Tereza ressalta que “ainda não é toda a sociedade que tem essa sensibilidade” em relação ao problema dos aparelhos eletrônicos em desuso. Outra medida para a solução dessa questão é a conscientização da população, além de “uma lei que preveja a produção do micro verde – isento de substâncias tóxicas – e a logística reversa, em que o fabricante também é responsável pela reciclagem sustentável de todo bem que produz, mesmo depois de velho”, explicou a professora. A regulamentação dessas políticas na Europa foi aprovada em 2002.
Ainda dá tempo para você contar sua história de como o acesso à internet feito por meio de lan houses e telecentos mudou sua vida ou como as ações de gestão colocadas em prática no seu estabelecimentos, seja público ou privado, trouxeram benefícios para os frequentadores ou para sua comunidade.
Na categoraia Minha História – público para quem usa telecentros e privado para lan houses -, você pode contar sobre um curso bacana que tenha feito pela web, um blog criado para divulgar atividades do seu bairro, conseguiu um emprego, por exemplo.
Já Práticas de Gestão é direcionado para donos e gestores de lan houses ou monitores, coordenadores ou agentes sociais de telecentros. São projetos que tenham melhorado o espaço , cursos de informática para pessoas carentes ou qualquer iniciativa que promova a idéia de que centros de acesso podem gerar ainda mais cultura e conhecimento.
Caso tenha dúvidas na hora de inscrever seu relato, mande um e-mail para contato@conexaocultura.org.br.