Conexão Cultura

Palestra para donos de lan house na #cparty

Por  admin 31 de January de 2010

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De Campinas a Manaus, de donos de apenas uma lan house a empreendedores com mais de 1.500 clientes em todo o Brasil. O “Encontro de Donos de Lan Houses” reuniu no Campus Fórum perfis bem diferentes de gestores, mas que têm preocupações em comum. Os temas de discussão giraram em torno de três assuntos principais: legalização e melhoria do negócio, o potencial educacional desses espaços e a imagem das lan houses perante a sociedade e setores do governo.

Para participar do debate foram chamados Paulo Markun, presidente da Fundação Padre Anchieta, responsável por projetos relacionados à internet como o Conexão Cultura e o Internet Segura; Mário Brandão, presidente da Associação Brasileira de Centros de Inclusão Digital (ABCID); Gilberto Dimenstein, criador de empreitadas como o Aprendiz e Catraca Livre; Sérgio Amadeu, sociólogo e diretor de conteúdo da Campus Party, e Luiz Moncau, menbro do Centro de Tecnologia e Sociedade da Escola de Direito da Fundação Getúlio Vargas (FGV) do Rio de Janeiro. Todos empenhados em buscar soluções para as questões que dificultam o progresso do setor.

Paulo Markun apresentou o Conexão Cultura, uma iniciativa que leva dicas gratuitas de conteúdos educacionais, de cursos e programação cultural para frequentadores de lan houses e telecentros. O presidente da FPA também explicou que  esses conteúdos são divulgados por meio de uma ferramenta simples e funcional: uma barra lateral. Acoplada ao navegador de internet, ela possibilita, em poucos cliques,  acesso a conteúdos direcionados para essa audiência e convida o internauta para uma navegação mais qualificada e paralela à das redes sociais.

Apoiando o conceito do Conexão Cultura, Gilberto Dimenstein mencionou a importância de se “escolarizar a sociedade”, ou seja, usar todas as ferramentas possíveis para levar educação às crianças e adolescentes também em ambientes fora da escola, como centros de acesso à internet, por exemplo.

Mário Brandão, representando o setor das  lan houses, lembrou da possibilidade de usar os centros de acesso como salas para o estudo à distância. Ele citou o caso da Universidade de Brasília que já faz uso qualificado dessa alternativa de ensino.

Assista parte da apresentação de Mário Brandão aqui

“Temos que abrir o código fonte do conhecimento”, resumiu Sérgio Amadeu para reforçar a necessidade de estimular e levar educação aos jovens. Imerso em ações para incentivar a utilização da tecnologia não proprietária, Amadeu deu exemplo das oficinas para programação em softwares livres oferecidas pela Campus Party como as atividades mais concorridas do evento.

Sérgio Amadeu fala sobre esse assunto no vídeo

Na discussão de políticas voltadas à internet, Luiz Moncau (FGV) afirmou que “tudo que é novo esbarra na informalidade” e citou como exemplo o YouTube. Caso a Lei Azeredo seja aprovada, o simples fato de fazer uploads e donwloads de vídeos ou músicas pode se tornar crime, transformando ilegal ações comuns ao internauta.

Moncau também ressaltou a necessidade  de legalização de casas de acesso que, na opinião dele, devem ser analisadas individualmente, levando-se em conta as leis de cada estado. Ele deu como alternativa a “clínica de formalização”, desenvolvida por alunos do curso de Direito da FGV do Rio de Janeiro, como fonte de informação para os donos de lan house que precisam de orientação para regularizar seu empreendimento.

Vídeo com mais informações sobre legislação e lan houses na apresentação de Moncau no debate


Veja várias fotos de como foi esse debate no nosso Flickr.