janeiro, 2010

Palestra para donos de lan house na #cparty

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De Campinas a Manaus, de donos de apenas uma lan house a empreendedores com mais de 1.500 clientes em todo o Brasil. O “Encontro de Donos de Lan Houses” reuniu no Campus Fórum perfis bem diferentes de gestores, mas que têm preocupações em comum. Os temas de discussão giraram em torno de três assuntos principais: legalização e melhoria do negócio, o potencial educacional desses espaços e a imagem das lan houses perante a sociedade e setores do governo.

Para participar do debate foram chamados Paulo Markun, presidente da Fundação Padre Anchieta, responsável por projetos relacionados à internet como o Conexão Cultura e o Internet Segura; Mário Brandão, presidente da Associação Brasileira de Centros de Inclusão Digital (ABCID); Gilberto Dimenstein, criador de empreitadas como o Aprendiz e Catraca Livre; Sérgio Amadeu, sociólogo e diretor de conteúdo da Campus Party, e Luiz Moncau, menbro do Centro de Tecnologia e Sociedade da Escola de Direito da Fundação Getúlio Vargas (FGV) do Rio de Janeiro. Todos empenhados em buscar soluções para as questões que dificultam o progresso do setor.

Paulo Markun apresentou o Conexão Cultura, uma iniciativa que leva dicas gratuitas de conteúdos educacionais, de cursos e programação cultural para frequentadores de lan houses e telecentros. O presidente da FPA também explicou que  esses conteúdos são divulgados por meio de uma ferramenta simples e funcional: uma barra lateral. Acoplada ao navegador de internet, ela possibilita, em poucos cliques,  acesso a conteúdos direcionados para essa audiência e convida o internauta para uma navegação mais qualificada e paralela à das redes sociais.

Apoiando o conceito do Conexão Cultura, Gilberto Dimenstein mencionou a importância de se “escolarizar a sociedade”, ou seja, usar todas as ferramentas possíveis para levar educação às crianças e adolescentes também em ambientes fora da escola, como centros de acesso à internet, por exemplo.

Mário Brandão, representando o setor das  lan houses, lembrou da possibilidade de usar os centros de acesso como salas para o estudo à distância. Ele citou o caso da Universidade de Brasília que já faz uso qualificado dessa alternativa de ensino.

Assista parte da apresentação de Mário Brandão aqui

“Temos que abrir o código fonte do conhecimento”, resumiu Sérgio Amadeu para reforçar a necessidade de estimular e levar educação aos jovens. Imerso em ações para incentivar a utilização da tecnologia não proprietária, Amadeu deu exemplo das oficinas para programação em softwares livres oferecidas pela Campus Party como as atividades mais concorridas do evento.

Sérgio Amadeu fala sobre esse assunto no vídeo

Na discussão de políticas voltadas à internet, Luiz Moncau (FGV) afirmou que “tudo que é novo esbarra na informalidade” e citou como exemplo o YouTube. Caso a Lei Azeredo seja aprovada, o simples fato de fazer uploads e donwloads de vídeos ou músicas pode se tornar crime, transformando ilegal ações comuns ao internauta.

Moncau também ressaltou a necessidade  de legalização de casas de acesso que, na opinião dele, devem ser analisadas individualmente, levando-se em conta as leis de cada estado. Ele deu como alternativa a “clínica de formalização”, desenvolvida por alunos do curso de Direito da FGV do Rio de Janeiro, como fonte de informação para os donos de lan house que precisam de orientação para regularizar seu empreendimento.

Vídeo com mais informações sobre legislação e lan houses na apresentação de Moncau no debate


Veja várias fotos de como foi esse debate no nosso Flickr.

Marcelo Tas é padrinho do Conexão Cultura

Marcelo Tas, jornalista, apresentador e um dos blogueiros mais famosos do país, marcou presença na Campus Party esta semana. Bom padrinho que é, aproveitou para fazer uma visita ao estande da TV Cultura e saber mais sobre o que anda fazendo seu “afilhado”, o Conexão Cultura.

Como internauta profissional e comunicador, Tas apóia a iniciativa da disseminação da educação e cultura em lan houses e telecentros. “O mundo passa por uma grande revolução nesse momento. Todo mundo vive em rede conversando pelos dedos e na Campus Party isso se materializa”, explicou.

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Quando o assunto são mídias sociais , Tas diz que o maior retorno é poder ouvir o público que o assistia  pela televisão, mas que até bem pouco tempo não tinha como se expressar. “Participo de várias redes sociais na medida em que aquilo me traga alguma coisa boa. Já me inscrevi em centenas, mas hoje só acompanho oito que é o máximo da minha capacidade”, brinca Tas.

Marcelo Tas relembra professor Tibúrcio  e fala direto da Campus Party: a “São Paulo Nerd Week”. No vídeo confira também entrevista exclusiva com MV Bill.

Filosofia do software livre é a mesma das periferias

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Beatriz Tibiriçá viu de perto a instalação de todos os telecentros de São Paulo no período em que trabalhava para a prefeitura. Hoje ela é diretora da ONG Coletivo Digital que segue os mesmo passos do projeto que já realizava oferecendo a monitores de espaços culturais cursos de áudio, vídeo, manipulação de imagens, técnico em Linux e outras ferramentas.

Sobre a necessidade do uso de softwares livres em centros de acesso públicos, ela mostra duas questões interessantes. A primeira envolve dinheiro, já que sem o uso de ferramentas de código aberto, seria possível colocar em funcionamento apenas pouco mais da metade do número de telecentros implantados hoje.
A outra é que o software livre tem uma “filosofia muito adequada a quem atua nas comunidades por ser baseada na solidariedade e no compartilhamento”, a mesma adotada nas periferias urbanas e rurais.